quarta-feira, 14 de agosto de 2013

     Na volta desse quadro, decidi falar sobre o saudoso e clássico Electra. Saudoso para os brasileiros e clássico para todos!

     A volta do 'Registros da Aviação' tinha de ser em grande estilo! Então, nada melhor do que falar do Electra, que não era tão grande, é bem verdade, mas seu tamanho é apenas um pequeno detalhe diante de tantas coisas que o envolvem. Com operações iniciadas nos anos 50, o Electra foi de cara um grande sucesso, porém isso duraria pouco, muito pouco... Quadrijato da Lockheed Corporation com capacidade para até 100 passageiros, ele foi o primeiro turboélice construído nos EUA.

     Seu desenvolvimento durou três anos, e em dezembro de 1957 ele tomou os céus do nosso planeta, céus esses que ainda não largou, pois algumas empresas ainda operam com ele. Ainda em fase de acabamento, o 'ousado' projeto já havia acumulado 144 encomendas, mas a privilegiada foi a Eastern Airlines, sendo ela a primeira aérea a ter um Electra na frota. Entretanto, já nos dois primeiros anos de operações, acidentes trouxeram redução do otimismo, e da carteira de pedidos também.

     Estudos aprofundados foram iniciados e logo foi descoberto um erro no projeto, que estava levando a esses acidentes. O problema era nas naceles dos motores. Isso provocava uma vibração que era transmitida para asa, gerando uma oscilação crescente que culminava na ruptura da estrutura. Assim, foram feitas as devidas mudanças no projeto original e as aeronaves que já estavam voando tiveram que passar por uma espécie de 'recall'. Porém, mesmo resolvido o problema, sua imagem nos EUA estava muito manchada e sua produção foi encerrada já em 1961.
     Mesmo com o triste fim da sua produção, isso não foi o suficiente para derrubar o Electra, pois, nos anos seguintes, ele faria muito sucesso em países como o Brasil! Sim, aqui o Electra subiu ao posto de um dos aviões mais conceituados, e sofreu quase nenhum incidente ou acidente. Operados por empresas como a VARIG e a VASP, logo o Electra se tornou o avião exclusivo na ponte aérea Rio-São Paulo, chegando a fazer 66 voos diários nessa rota e com partidas a cada 15 minutos. O resultado disso foram invejáveis 777.140 horas de voo e 736.806 pousos em 30 anos de serviço apenas no trajeto da ponte aérea.

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