terça-feira, 24 de abril de 2012

     No mês especial VARIG nada mais justo que falar um pouco dos tempos da aviação em que ela existia.




     Já faz algum tempo, é bem verdade, que a aviação deixou de ser aquele transporte chique e de gala. O grande fator que trás esses novos tempos, é a procura em fazê-la um transporte mais acessível para a população. Sendo assim, fica difícil (até de ter esperanças) que um dia virá existir uma nova VARIG ou Pan am. A principal marca dessas companhias era o respeito ao cliente, mas isso custa caro e tornou-se impraticável com a chegada dos tempos modernos e a consequente procura pelo lucro a cima de tudo. Hoje, mais vale a grana que o passageiro, e é assim que nós (passageiros) vivemos: no segundo plano.
     A procura exacerbada por dinheiro cegou as aéreas e elas se tornaram motivo para se fazer chacota, desprezo e ironia. É bastante comum ver charges que falam sobre o mau serviço de bordo, além de críticas ironizando a aviação.
     O que antes já fora o transporte mais chique de todos os tempos, hoje se torna o mais criticado. Mas as críticas não são em relação ao novo conceito da aviação (acessibilidade), porém ao papelão que as empresas fazem ao maltratar o cliente. O público aumentou, mas os novos clientes também merecem atendimento de gala, pois as passagens não mudaram muito de preço. 
     Chega a ser vergonhoso para uma aeromoça, servir uma barra de cereal ou um pacote de biscoito ao cliente. A prova disso é que elas deixaram de servir com simpatia, pois o vexame impede que um sorriso lhe marque a face.
     Nos anos dourados (bons tempos) uma refeição não saia por menos que um conjunto completo composto por entrada, prato principal e sobremesa. E é só com esse tipo de serviço que uma companhia pode chegar aos pés da VARIG e da Pan am, merecendo verdadeiro reconhecimento que as novas aéreas do mercado tanto desejam.
     Outro fator importante que levou essas aéreas ao topo da fama foi a simpatia da tripulação, que ainda existe até hoje, mas que, como havia falado antes, a má qualidade impede que ela exista no rosto dos tripulantes.
     Como podemos ver, são as pequenas coisas que geram as grandes empresas aéreas. Não podemos perder as esperanças, pois um dia ainda veremos alguma 'estrela brasileira' cruzar novamente os céus desta pátria e de outras também, trazendo novamente, a aviação mundial, aquele lugar que ocupou por vários anos: transporte de gala, de luxo. Eternas saudades VARIG, pois você faz falta, junto a Pan am, como modelo de uma aviação que não existe mais, uma aviação na qual o tapete vermelho era estendido ao passageiro.

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